sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A poesia da vida comum


“A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalha e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquina. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta as pessoas e as coisas que não têm voz”
[Ferreira Gullar, Vanguarda e desenvolvimento]

Tela de Debret mostrando cotidiano dos escravos brasileiros
Vendedores de capim e leite, Jean Baptiste Debret
© hemi.nyu.edu

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