Que toda mulher tenha direito à saúde, ao parto humanizado, aos exames preventivos e a tratamentos respeitosos em hospitais e postos de saúde. Que toda mulher tenha direito à vida, que toda mulher seja respeitada por seus maridos, filhos, pais, governantes.Que toda mulher tenha direito de amamentar seus filhos, levá-los à escola e ao circo. Que todas as mulheres tenham direito a um batom vermelho de vez em quando, ou qualquer outro mimo que a faça se sentir MULHER. Que toda mulher tenha direito à Cultura, tenha acesso e acesse os legados de Pina Bausch, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Amy Winehouse, Edith Piaf, Teresa D´ávila e Janis Joplin. Que toda mulher tenha o direito de amar, de chorar nas comédias românticas e de ter TPM invariavelmente uma vez por mês. Que todas as mulheres tenham o direito de escolher o que vestir ( o que inclui o comprimento da saia e a profundidade do decote ) e onde ir sem se sentirem intimidadas pelos "machos" que andam à caça por aí. Que toda mulher tenha direito a ter o peso ideal para seu tipo físico, e não o peso ditado pela revista "corpo perfeito", que toda mulher tenha direito a não fazer regime quando está triste ou passar o dia sem comer nada para entrar naquele jeans novo. Que todas as mulheres sejam respeitadas em suas escolhas, seus saberes, seus desejos.
Daniela Alves
quarta-feira, 7 de março de 2012
DIREITOS DA MULHER, neste dia internacional nosso.
Que toda mulher tenha direito à saúde, ao parto humanizado, aos exames preventivos e a tratamentos respeitosos em hospitais e postos de saúde. Que toda mulher tenha direito à vida, que toda mulher seja respeitada por seus maridos, filhos, pais, governantes.Que toda mulher tenha direito de amamentar seus filhos, levá-los à escola e ao circo. Que todas as mulheres tenham direito a um batom vermelho de vez em quando, ou qualquer outro mimo que a faça se sentir MULHER. Que toda mulher tenha direito à Cultura, tenha acesso e acesse os legados de Pina Bausch, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Amy Winehouse, Edith Piaf, Teresa D´ávila e Janis Joplin. Que toda mulher tenha o direito de amar, de chorar nas comédias românticas e de ter TPM invariavelmente uma vez por mês. Que todas as mulheres tenham o direito de escolher o que vestir ( o que inclui o comprimento da saia e a profundidade do decote ) e onde ir sem se sentirem intimidadas pelos "machos" que andam à caça por aí. Que toda mulher tenha direito a ter o peso ideal para seu tipo físico, e não o peso ditado pela revista "corpo perfeito", que toda mulher tenha direito a não fazer regime quando está triste ou passar o dia sem comer nada para entrar naquele jeans novo. Que todas as mulheres sejam respeitadas em suas escolhas, seus saberes, seus desejos.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Sobre "Antes do terceiro sinal"
Saí de "Antes do terceiro sinal" com aquela sensação gostosa que as boas comédias sempre proporcionam. Ri em vários momentos. Ri alto em alguns momentos. Mas não se precipite: a peça não é mais um besteirol no rol que a cada dia cresce, salvando da ruína produtores teatrais. É uma comédia leve, de bom gosto, com uma dramaturgia bem trabalhada, embora haja uma clara intensão de trazer um drama para o palco. A verdade é que o drama da atriz atormentada fica em segundo plano frente a persistência de seu companheiro em fazê-la entrar em cena. Seria uma tragicomédia se considerássemos seu final mas, sinceramente, a peça acaba um pouco antes do final. A peça termina quando toca o terceiro sinal, apesar da atriz Beatriz Falcão ( representada por Eunice Profeta ) continuar em cena.
A boa química entre a atriz e Alison Weler, já testada em peças anteriores, cria uma cumplicidade que se soma aos talentos individuais. Os diálogos travados entre os atores lembram-nos o teatro do absurdo, pois o mesmo teor da conversa se desenrola muitas vezes diante da platéia, como se o final do conflito não fosse possível, ao mesmo tempo em que a linguagem, impostação de voz dos atores, o figurino e algumas movimentações cênicas remetem-nos o teatro Realista. E essa é a principal característica do trabalho, que traz para a platéia informações sobre peças e estilos teatrais diversos, de Tchecov e Ibsen à Brech.
Adilson Mariano utiliza-se da metateatralidade para trazer uma reflexão sobre o teatro e sua situação atual. E claro, leva-nos à refletir, também, enquanto "audiência" teatral.
Na platéia, o queridíssimo Darci de Mônaco, além do psicólogo e dramaturgo Beto Oliveira, acompanhado de Rúbia Maroli, Olga Mendes, Gessé Rosa e muitos alunos do curso de Teatro da UNB, que foram prestigiar o novo espetáculo da colega Eunice Profeta.
A boa química entre a atriz e Alison Weler, já testada em peças anteriores, cria uma cumplicidade que se soma aos talentos individuais. Os diálogos travados entre os atores lembram-nos o teatro do absurdo, pois o mesmo teor da conversa se desenrola muitas vezes diante da platéia, como se o final do conflito não fosse possível, ao mesmo tempo em que a linguagem, impostação de voz dos atores, o figurino e algumas movimentações cênicas remetem-nos o teatro Realista. E essa é a principal característica do trabalho, que traz para a platéia informações sobre peças e estilos teatrais diversos, de Tchecov e Ibsen à Brech.
Adilson Mariano utiliza-se da metateatralidade para trazer uma reflexão sobre o teatro e sua situação atual. E claro, leva-nos à refletir, também, enquanto "audiência" teatral.
Na platéia, o queridíssimo Darci de Mônaco, além do psicólogo e dramaturgo Beto Oliveira, acompanhado de Rúbia Maroli, Olga Mendes, Gessé Rosa e muitos alunos do curso de Teatro da UNB, que foram prestigiar o novo espetáculo da colega Eunice Profeta.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
AGENDA CULTURAL VALE DO AÇO 25 E 26 DE FEVEREIRO
| Espetáculo de Teatro: Antes do Terceiro Sinal 25 e 26 de Fevereiro/2012 – Às 20 horas No ESPAÇO DE CRIAÇÃO BRUTA RUA CAETÉS 175 - Iguaçu- atrás da garagem da Autotrans Entrada Franca - Classificação Livre Grupo Teatral Entreactos Texto e Direção: Adilson Mariano Assistente de Direção: Helena Leitão Elenco: Eunice Profeta e Alison Weler O espetáculo ANTES DO TERCEIRO SINAL é fruto da observação sobre a luta e os anseios em se fazer teatro no Brasil. Beatriz Falcão é uma premiada e conceituada atriz de teatro e está prestes a estrear pela 8ª vez o texto de Ibsen, Casa de Bonecas. Ao seu lado estréia o ator Caio de Oliveira, recém formado em artes cênicas, porém, famoso graças aos comerciais veiculados na televisão. Ao tocar o segundo sinal, Beatriz decide não entrar mais em cena, decepcionada com a vida de atriz, as leis de patrocínio, a relação com os artistas e tudo o que cerca o mundo ficcional das artes cênicas. Caio apavorado tenta convencer a colega a apresentar. Toca o Terceiro Sinal... |
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Antífona no Pontilhão
Ontem, 08 de Dezembro, fizemos a instalação "Antífona" no Pontilhão de Ipatinga, uma ponte metálica que liga o bairro Veneza ao Centro da cidade.Começamos a montagem às 13:00h e daí em diante o trabalho já tinha começado, ou já estava pronto. A comunidade, que utiliza o local como passagem, interagia, discutia, dava idéias. Já tomava propriedade da obra que estava ocupando um local de todos, local deles. "Elas tão falando de paz. A paz é o branco. A paz num lugar cheio de drogas". " O que é isso?" É uma instalação artística. "Ah, mas tem alguma coisa de cultura, né?" Tem, tem sim. "Ah, eu sabia que era um movimento cultural." "Licença, moça, posso passar aí?" O espaço é de vocês, passem à vontade... Mas muitos não ficavam à vontade. Teve gente que tirou os sapatos para entrar naquele quadrado branco, teve gente que nem entrou, teve bicicleta sendo carregada. Mas também teve bicicleta passando correndo, carrinho de água de côco e de bebê. E crianças com aquela curiosidade que todo adulto devia ter...E bêbados, prostitutas, operários, crentes, estudantes, donas de casa. Bem vindos à res publica.
E lindo demais foram os muitos usuários de crack daquele local se interessando por aquele quadrado branco no meio deles. E respeitando o "nosso" espaço dentro do espaço deles, e interagindo. E curtindo. Ao ponto de, já no final da noite, eu e a Clô ( Maria Cloenes, artista visual e bailarina integrante do Híbridus ) desmontando a instalação, sentadas no chão, batendo papo com um desses usuários, que nos contou sobre sua vida, sua família, seu passado. E não é que descobrimos amigos em comum, lugares em comum? E, em comum também, a nossa condição humana. Naquele lugar branco, lugar de Antífona, ele respondeu ao nosso hino à arte. Foi uma grande troca.
Obrigada à Flux Cia de Dança, que possibilitou o início desse trabalho, através da bolsa da Ação Interceptar ( Mercado Aberto da Dança 2011 ) e à Carla Paoliello e toda equipe do Banca Aberta 2011.
Vídeo Interativo
O assunto de toda história, no fundo, é o amor, não é mesmo? Vivemos em função de encontrar um amor, manter um amor, esquecer um amor...
Alunos do curso de Teatro da Universidade de Brasília fizeram um vídeo interativo para explorar as possibilidades do uso da câmera fixa enquanto instrumento de ensino das artes cênicas. O resultado foi muito interessante, sem muita edição, só com "truques" de distância, closes, vídeos de fundo. O bacana é que são recursos que podem ser utilizados em cena sem ficar com cara de cinema. Técnica de cinema com "cara" de teatro. Para a sala de aula ou para o palco. Aproveitem a tecnologia. Até na tecnologia tem poesia. (mas isso é assunto para outro post). Vamos ao vídeo:
http://youtu.be/4O5yOUrPW3w
Alunos do curso de Teatro da Universidade de Brasília fizeram um vídeo interativo para explorar as possibilidades do uso da câmera fixa enquanto instrumento de ensino das artes cênicas. O resultado foi muito interessante, sem muita edição, só com "truques" de distância, closes, vídeos de fundo. O bacana é que são recursos que podem ser utilizados em cena sem ficar com cara de cinema. Técnica de cinema com "cara" de teatro. Para a sala de aula ou para o palco. Aproveitem a tecnologia. Até na tecnologia tem poesia. (mas isso é assunto para outro post). Vamos ao vídeo:
http://youtu.be/4O5yOUrPW3w
terça-feira, 29 de novembro de 2011
A história da alegria
A história da alegria, de Adam Potklay, foi lançado no Brasil pela Editora Globo, em 2010. Com tradução de Eduardo Henrik Aubert.
O livro fala de como a alegria foi entendida e vivenciada em diversos momentos históricos, deixando-nos uma pergunta: com que coisas nos devemos alegrar?
O livro é repleto de poesia, já que a alegria, assim como a tristeza, é tema recorrente dos poetas.
"Diga-me: o que é uma alegria? e em que jardins crescem as alegrias?" William Blake, Visions of the daughters of albion (1793)
"Nos...(poemas de Wordsworth) eu parecia beber de uma fonte de alegria interior...que podia ser partilhada por todos os seres humanos..." J.S. Mill, Autobiography
Em WordsWorth a alegria repousa no próprio ser: na respiração, no prazer, no sangue circulando no corpo, a manutenção da vida: " eu respirei com alegria" e ainda, "E, na aurora de nosso ser, constituem,/o nexo da união entre a vida e a alegria."
Não está no livro, mas está na minha memória poética sobre o tema:
"Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu(...) tomo alegria." Manuel Bandeira
domingo, 27 de novembro de 2011
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